Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Ler políticas de privacidade

SEJA FERA,
SEJA ANGLO!

Conhecimento não é apenas reproduzir o que é aprendido em sala de aula, mas compreender e exercitar o aprendizado. Amizades, amadurecimento, conteúdo e apoio são a base do nosso ensino, formando assim, cidadãos críticos e capacitados para serem transformadores de sua própria vida e da sociedade em que vivem.

Da Educação Infantil ao Pré-Vestibular, o Anglo oferece todo o suporte em cada fase da vida dos alunos, para que o desenvolvimento de suas habilidades seja natural e constante.

O MELHOR PARA CADA FASE DO ALUNO,
POR QUEM ENTENDE DE EDUCAÇÃO!

Nossa proposta educacional se fundamenta na construção do conhecimento, na formação empreendedora e no desenvolvimento da autonomia intelectual e moral, alicerçados no aprender a ser, a conviver, a fazer e a aprender, sob valores humanizadores sustentados pela ÉTICA, em toda a Educação Básica, no Ensino Fundamental e Ensino Médio inovando sempre através dos conhecimentos da neuroeducação e das tecnologias a favor da formação intelectual do estudante.

SOLUÇÕES PEDAGÓGICAS

BLOG

Últimos artigos.

Arte na escola: como incluir no dia a dia infantil

A arte pode ser incluída no cotidiano das crianças quando aparece de forma regular em atividades de expressão, observação, criação e contato com diferentes linguagens. Desenho, música, teatro, dança, colagem e modelagem são exemplos de práticas que ajudam a criança a comunicar ideias, explorar materiais, desenvolver atenção e ampliar a forma como percebe o ambiente escolar e a própria rotina. Na infância, esse contato costuma começar de maneira concreta, por meio de sons, cores, formas, movimentos e texturas. Ao desenhar, cantar, recortar, pintar ou brincar de representar personagens, a criança exercita habilidades importantes para o desenvolvimento. Isso interfere na coordenação motora, na concentração, na criatividade e também na capacidade de se expressar em situações em que a linguagem verbal ainda é insuficiente ou limitada. A presença da arte na rotina escolar também ajuda a diversificar as formas de aprender. Em vez de aparecer apenas em momentos isolados, ela pode estar ligada a atividades de sala, projetos, apresentações, produções visuais e propostas que estimulem observação e participação. Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP), observa que a arte contribui para tornar a experiência escolar mais ampla e mais conectada com diferentes formas de expressão. “Quando a criança convive com práticas artísticas no dia a dia, ela tem mais oportunidades de experimentar, comunicar percepções e desenvolver repertório”, afirma. Arte no cotidiano não depende de eventos especiais Um dos pontos centrais desse tema é entender que a arte não precisa ficar restrita a datas comemorativas, exposições pontuais ou aulas específicas. Ela pode aparecer em propostas simples e frequentes, desde que exista intencionalidade. Uma atividade de interpretação de imagens, uma produção com argila, a criação de cenas curtas, o uso de música em determinados momentos ou o incentivo ao desenho livre já colocam a criança em contato com experiências artísticas relevantes. Isso é importante porque a repetição ajuda a consolidar o vínculo com essas linguagens. Quando a criança só encontra arte em ocasiões excepcionais, tende a associá-la a algo esporádico. Quando ela aparece com regularidade, passa a ser compreendida como parte natural da rotina de aprendizagem e convivência. No ambiente escolar, essa inclusão também favorece a participação de perfis diferentes de alunos. Algumas crianças se comunicam melhor por meio do desenho, outras mostram mais facilidade com ritmo, movimento ou representação. Ao abrir espaço para várias linguagens, a escola amplia as possibilidades de participação e observação do desenvolvimento infantil. O que a criança desenvolve com experiências artísticas O contato frequente com arte favorece diferentes dimensões do desenvolvimento. No plano motor, atividades como pintura, recorte, colagem e modelagem ajudam no controle dos movimentos e no uso das mãos. No plano cognitivo, a criança exercita atenção, memória, associação de ideias e organização de elementos visuais ou sonoros. No plano social, aprende a dividir materiais, observar produções dos colegas, esperar sua vez e lidar com diferenças de interpretação. A arte também contribui para a expressão de sentimentos, percepções e experiências do cotidiano. Isso acontece porque a criança nem sempre consegue explicar com clareza, em palavras, tudo o que pensa ou sente. Em muitas situações, um desenho, uma encenação, uma escolha de cores ou uma criação com materiais diversos oferece pistas importantes sobre como ela está percebendo o mundo ao redor. Carol Lyra destaca que esse contato precisa respeitar o processo da criança. “A arte funciona melhor quando há espaço para experimentar, tentar caminhos diferentes e produzir sem a pressão de alcançar um resultado perfeito”, avalia. Outro efeito importante está no fortalecimento da autonomia. Quando a criança escolhe materiais, decide como representar uma ideia ou participa de uma proposta criativa do início ao fim, ela exercita tomada de decisão e responsabilidade sobre a própria produção. Isso ajuda a construir segurança para participar mais ativamente de outras atividades escolares. Como a escola pode ampliar o espaço da arte A escola pode incluir arte no cotidiano ao distribuir essas experiências ao longo da rotina, e não apenas em um horário específico. Isso pode ocorrer em propostas integradas a outros conteúdos, em momentos de leitura com interpretação visual, em atividades corporais, em produções ligadas a temas estudados em sala e em espaços que valorizem processos criativos. Também é importante considerar variedade. Quando a criança tem contato só com desenho no papel, por exemplo, a experiência fica restrita. Ao ampliar para música, teatro, dança, colagem, fotografia, pintura, contação de histórias e modelagem, a escola oferece mais caminhos de participação. Esse repertório diversificado ajuda a criança a descobrir preferências, habilidades e formas próprias de expressão. Outro cuidado está na condução do adulto. Em propostas artísticas, o foco não deve ser apenas correção, capricho ou semelhança com um modelo pronto. O mais produtivo costuma ser a observação de como a criança organiza ideias, interage com os materiais e desenvolve a atividade. Isso não elimina orientação, mas exige que ela seja compatível com a faixa etária e com o objetivo da proposta. A valorização da arte no cotidiano também passa pelo ambiente. Espaços que exponham produções das crianças, momentos para apresentações e oportunidades de contato com obras, sons e referências culturais ajudam a mostrar que essas linguagens têm lugar efetivo na vida escolar. Qual é o papel da família nesse processo A inclusão da arte na rotina não depende apenas da escola. Em casa, a família também pode criar condições para que a criança desenhe, pinte, ouça música, invente histórias, use materiais simples e tenha contato com experiências culturais. Isso não exige estrutura complexa nem materiais caros. Papel, lápis, revistas para recorte, massa de modelar, objetos recicláveis e momentos de brincadeira já oferecem oportunidades consistentes. O modo como os adultos reagem às produções infantis também faz diferença. Quando a família observa, escuta, faz perguntas e evita corrigir tudo a partir de critérios de adulto, a criança tende a se sentir mais segura para experimentar. Esse incentivo é importante porque reduz a ideia de que a atividade artística serve apenas para acertar ou produzir algo visualmente perfeito. Outro ponto relevante é o contato com repertório cultural. Visitas a exposições, apresentações musicais, peças infantis ou atividades culturais abertas ao público ajudam a ampliar referências. Isso contribui para que a arte seja vista como parte da vida cotidiana e não apenas como tarefa escolar. Para saber mais sobre arte, visite https://querobolsa.com.br/revista/artes-e-educacao-veja-cinco-vantagens-de-aprender-arte-na-escola e https://www.educacao.faber-castell.com.br/artes-na-escola-potencializam-autoconhecimento-e-empatia/


Data: 26/03/2026

Atividades que ajudam a desenvolver liderança

  Como a liderança começa a ser construída na escola e fora dela A liderança costuma aparecer cedo na vida de crianças e adolescentes, mesmo quando ainda não recebe esse nome. Ela se manifesta na disposição para organizar uma tarefa, ouvir colegas, propor caminhos, assumir responsabilidades e ajudar um grupo a avançar. Por isso, discutir quais atividades despertam a liderança é útil para pais, educadores e gestores que querem entender como essa competência pode ser estimulada no cotidiano, sem confundi-la com autoritarismo ou busca por destaque. O tema ganhou espaço porque a formação dos estudantes passou a exigir habilidades que não se limitam ao domínio de conteúdo. Saber se comunicar, cooperar, tomar decisões e lidar com desafios faz diferença dentro e fora da escola. A liderança entra nesse contexto como uma competência ligada à iniciativa, à empatia e à capacidade de mobilizar pessoas em torno de um objetivo comum. Na prática, ela pode ser desenvolvida em diferentes experiências. Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, em Sorocaba (SP), observa que a liderança não surge apenas em situações formais de comando. “Muitas vezes, ela aparece quando o estudante precisa ouvir o grupo, organizar ideias e encontrar soluções em conjunto”, afirma. Trabalhos em grupo exigem escuta e organização Uma das situações mais comuns para o desenvolvimento da liderança está nos trabalhos em grupo. Quando bem conduzidas, essas atividades exigem divisão de tarefas, negociação, responsabilidade e capacidade de lidar com ritmos diferentes. Nem sempre o aluno que fala mais exerce liderança de forma mais eficaz. Em muitos casos, destaca-se quem consegue ouvir, mediar conflitos e manter o grupo focado. Esse tipo de experiência ajuda a mostrar que liderar não significa mandar. Significa criar condições para que todos contribuam. Ao acompanhar esse processo, professores conseguem observar perfis variados: estudantes que articulam ideias, outros que incentivam colegas mais inseguros e aqueles que conseguem reorganizar o grupo diante de dificuldades. Todos esses comportamentos se relacionam com a liderança. A qualidade da proposta, porém, faz diferença. Um trabalho coletivo que termina apenas na divisão mecânica de tarefas ensina pouco. Já quando existe um desafio real, prazo, necessidade de cooperação e espaço para apresentação de resultados, a atividade se torna mais rica para o desenvolvimento dessa competência. Esporte coletivo é um dos ambientes mais completos As atividades esportivas, especialmente as coletivas, costumam ser um terreno fértil para o exercício da liderança. Em quadra ou no campo, crianças e adolescentes aprendem a lidar com regras, disciplina, pressão, frustração e esforço compartilhado. Também percebem, com clareza, que o resultado depende do conjunto, não apenas do desempenho individual. Nesse ambiente, a liderança aparece em gestos concretos: incentivar o time, manter a concentração, respeitar funções, reagir a erros sem desorganizar o grupo e sustentar uma postura equilibrada em vitórias e derrotas. O esporte ensina que influenciar positivamente os outros costuma ser mais importante do que buscar protagonismo isolado. Carol Lyra destaca que esse aprendizado vai além da competição. “Atividades em que o aluno precisa cooperar, persistir e conviver com diferentes papéis ajudam a desenvolver uma liderança mais madura e responsável”, avalia. O mesmo raciocínio vale para práticas artísticas e culturais realizadas em grupo. Em apresentações, ensaios, produções coletivas e projetos interdisciplinares, o estudante também aprende a coordenar esforços, respeitar etapas e compreender que cada integrante interfere no resultado final. Grêmio, representação de turma e projetos coletivos ampliam a experiência Quando o aluno participa de representação de turma, grêmio estudantil ou projetos organizados com responsabilidade compartilhada, a liderança ganha outra dimensão. Nessas situações, ele precisa defender ideias, ouvir demandas, negociar prioridades e pensar no impacto de decisões sobre outras pessoas. É um exercício importante de responsabilidade e participação. Essas experiências ajudam a desenvolver visão de conjunto. O estudante deixa de olhar apenas para a própria tarefa e passa a considerar o funcionamento do grupo, os interesses em jogo e os caminhos possíveis para resolver impasses. Isso fortalece a autonomia e amplia a noção de compromisso. Projetos de pesquisa, feiras, ações solidárias e produções temáticas também favorecem esse movimento. Quando há um problema a resolver ou uma meta concreta a cumprir, surgem oportunidades reais para o exercício da liderança. O estudante aprende a planejar, distribuir funções, acompanhar etapas e revisar estratégias quando algo não sai como o previsto. Esse processo é valioso porque aproxima a liderança de situações concretas, e não de um conceito abstrato. Em vez de tratar o tema apenas no discurso, a escola e a família conseguem observá-lo em ações cotidianas. Voluntariado e iniciativas sociais fortalecem empatia Outra frente importante está em atividades voltadas ao coletivo, como ações solidárias e projetos de impacto social. Nessas experiências, crianças e adolescentes percebem que liderar também envolve responsabilidade com o outro. A competência deixa de estar associada apenas à organização e passa a incluir sensibilidade, escuta e disposição para agir diante de necessidades reais. Esse tipo de vivência costuma fortalecer empatia, senso de pertencimento e capacidade de mobilização. Ao participar de campanhas, arrecadações, ações comunitárias ou iniciativas de apoio, o estudante compreende que liderança não depende de posição formal. Ela pode ser exercida em situações simples, desde que exista iniciativa e compromisso. Para pais e educadores, esse ponto merece atenção. Nem sempre a liderança mais promissora aparece no aluno mais expansivo. Muitas vezes, ela se revela em quem observa o grupo, percebe dificuldades, acolhe colegas e contribui para que todos avancem. Esse perfil costuma ser menos visível à primeira vista, mas é central em qualquer ambiente coletivo. O papel dos adultos na formação dessa competência A liderança não se desenvolve sozinha. Ela depende de oportunidades, orientação e modelos consistentes. Professores, familiares, treinadores e outros adultos de referência ajudam quando criam ambientes em que o estudante possa experimentar responsabilidades sem medo excessivo de errar. Isso envolve oferecer desafios proporcionais à idade, incentivar a participação e dar retorno sobre atitudes e escolhas. O modo como os adultos conduzem conflitos também ensina. Quando um educador escuta com atenção, organiza o grupo com firmeza e respeito e mostra abertura para o diálogo, ele apresenta uma referência concreta de liderança. O mesmo vale para a família. Crianças e adolescentes observam como os adultos tomam decisões, tratam divergências e lidam com responsabilidades. Também é importante evitar dois extremos: exigir comportamento de líder o tempo todo ou transformar qualquer iniciativa em sinal de superioridade. Liderança saudável não se forma com pressão por performance, mas com prática orientada e espaço para amadurecimento. O estudante precisa entender que liderar não é ocupar o centro das atenções, e sim contribuir para que um grupo funcione melhor. Pais e educadores podem identificar sinais de desenvolvimento da liderança em atitudes cotidianas. Um estudante que assume parte de uma tarefa sem ser cobrado, que sabe ouvir colegas, que propõe soluções viáveis e que consegue sustentar combinados já está exercitando essa competência. Outro indicativo importante é a capacidade de reconhecer erros, rever decisões e seguir colaborando. Para saber mais sobre liderança, visite https://www.fadc.org.br/noticias/futuro-profissional e https://www.cieepr.org.br/blog/lideranca-juvenil-como-os-jovens-podem-desenvolver-essa-habilidade/  


Data: 18/03/2026

Hábitos de uma alimentação equilibrada na infância

Hábitos que ajudam a formar escolhas saudáveis na alimentação infantil A alimentação começa a ser aprendida muito antes de a criança entender o que são nutrientes ou reconhecer a importância de uma dieta equilibrada. Na infância, os hábitos alimentares se formam a partir da rotina, do exemplo dos adultos e da repetição de experiências com diferentes sabores, texturas e horários. É nesse período que se consolidam comportamentos que podem influenciar a relação com a comida por muitos anos. Quando se fala em alimentação equilibrada, o foco não deve ficar restrito a um cardápio idealizado. O mais importante é construir uma base estável, com variedade de alimentos, regularidade nas refeições e espaço para que a criança desenvolva autonomia de forma gradual. Comer bem na infância tem relação direta com crescimento, disposição, concentração e aprendizado, mas também envolve convivência, organização e repertório alimentar. Rotina alimentar ajuda a formar o hábito Um dos primeiros hábitos que merecem atenção é a regularidade das refeições. Ter horários minimamente previsíveis ajuda a criança a reconhecer melhor os sinais de fome e saciedade e evita longos períodos em jejum seguidos por ingestão exagerada de alimentos. Essa organização também reduz a tendência de substituir refeições por produtos rápidos e pouco nutritivos. O café da manhã costuma ter papel importante nesse processo. Depois do jejum noturno, o organismo precisa de energia para iniciar o dia. Crianças que saem de casa sem comer podem apresentar irritação, cansaço e dificuldade de concentração nas primeiras horas de aula. Não é necessário montar refeições complexas, mas vale oferecer combinações simples que trazem saciedade e energia mais estável. Ao longo do dia, os lanches também fazem diferença. Quando a rotina alimentar é desorganizada, cresce o espaço para salgadinhos, doces e bebidas açucaradas. Já quando há algum planejamento, torna-se mais fácil incluir frutas, preparações caseiras e opções que sustentem melhor a energia entre uma refeição e outra. “A criança aprende a se alimentar melhor quando encontra regularidade, variedade e um ambiente em que comer bem é tratado como parte natural da rotina”, afirma Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, de Sorocaba (SP).  Variedade importa mais do que insistência Outro hábito importante é o contato frequente com diferentes tipos de alimentos. Muitas crianças passam por fases de seletividade, recusam verduras, estranham certos cheiros ou demoram a aceitar novidades. Isso faz parte do desenvolvimento e não significa, por si só, que haverá um problema duradouro. O ponto central é evitar que a rejeição inicial encerre a tentativa. Em muitos casos, a aceitação de um alimento novo acontece depois de várias exposições. Oferecer novamente, em outro momento e sem transformar a refeição em conflito, costuma ser mais produtivo do que insistir com cobrança ou pressão. Uma alimentação equilibrada depende de variedade porque cada grupo alimentar desempenha funções diferentes no organismo. Carboidratos fornecem energia; proteínas participam do crescimento e da reparação dos tecidos; gorduras saudáveis colaboram com processos celulares; vitaminas e minerais atuam em funções como imunidade, visão, metabolismo e funcionamento cerebral. A água, muitas vezes esquecida, também precisa fazer parte da rotina desde cedo. Isso não significa que a criança precise comer de tudo o tempo todo. O que faz diferença é o padrão geral ao longo dos dias. Uma rotina em que frutas, legumes, verduras, feijões, cereais, ovos, carnes e outras fontes importantes aparecem com frequência tende a ser mais eficaz do que uma alimentação marcada por excesso de produtos ultraprocessados. O exemplo dos adultos pesa muito Na infância, comer é também um comportamento aprendido por observação. A criança percebe o que os adultos colocam no prato, como falam sobre comida e de que forma lidam com horários, preferências e recusas. Quando a família mantém algum equilíbrio nas refeições, as chances de a criança incorporar esse padrão aumentam. Esse aspecto ajuda a entender por que orientações isoladas costumam ter efeito limitado. Não adianta pedir que o filho coma frutas e verduras se esses alimentos quase não aparecem em casa ou se os adultos demonstram rejeição constante a eles. O exemplo não resolve tudo, mas influencia fortemente a formação do hábito. O ambiente em que a refeição acontece também merece atenção. Comer com pressa, diante de telas ou em clima de tensão pode dificultar a percepção de fome e saciedade. Já momentos mais tranquilos, ainda que simples, ajudam a criança a prestar atenção no que está comendo e a associar a refeição a uma experiência menos automática. Carol Lyra observa que esse aprendizado cotidiano costuma ser mais eficaz do que discursos muito longos. Segundo ela, “a criança percebe rapidamente quando os adultos transformam a alimentação em prática concreta e não apenas em recomendação”. Concentração, energia e desenvolvimento A alimentação influencia diretamente a disposição física e o desempenho escolar. O cérebro depende de energia e nutrientes para sustentar a atenção, memória e raciocínio. Na infância e na adolescência, fases de crescimento acelerado e intenso desenvolvimento cerebral, esse cuidado ganha ainda mais relevância. Nem sempre os efeitos aparecem de forma imediata, mas a diferença costuma ser percebida na rotina. Crianças que passam muitas horas sem comer, ingerem líquidos em pouca quantidade ou consomem com frequência alimentos ricos em açúcar e gordura podem apresentar oscilações de energia, sonolência e dificuldade de foco. Em contrapartida, uma alimentação mais regular e equilibrada tende a favorecer a estabilidade ao longo do dia. Alguns nutrientes merecem atenção especial, como ferro, zinco, vitaminas do complexo B e gorduras saudáveis, associados a funções importantes do organismo e do cérebro. Mas o efeito mais consistente não vem de um item isolado. O que pesa é o conjunto da alimentação e a repetição de hábitos ao longo do tempo. Os ultraprocessados entram nesse debate porque costumam concentrar açúcar, sódio e gorduras em excesso, além de substituir alimentos mais nutritivos no cotidiano. O problema não está em um consumo eventual, mas na frequência elevada, especialmente quando esses produtos passam a ocupar o centro da rotina alimentar infantil. Família e escola ajudam a sustentar esse processo A formação de hábitos alimentares não depende de perfeição. Ela depende de coerência possível dentro da realidade de cada família. Ter frutas disponíveis, organizar melhor o café da manhã, oferecer água com frequência, reduzir a presença cotidiana de refrigerantes e evitar transformar comida em prêmio ou punição já representa avanço importante. A escola também participa desse processo, porque reforça referências e influencia escolhas, especialmente no convívio diário. Quando a alimentação é tratada como parte do cuidado com a saúde e da organização da rotina, o tema se torna mais próximo da vida real da criança. Para saber mais sobre alimentação, visite https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/uniopet/opet-inovacao-em-rede/noticia/2025/03/03/tendencia-em-alta-como-a-alimentacao-saudavel-e-os-exercicios-estao-transformando-o-estilo-de-vida-dos-jovens.ghtml e https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2022/por-que-e-tao-importante-uma-alimentacao-adequada-e-saudavel-no-inicio-da-vida


Data: 16/03/2026