Preparação do JOCA, Jocão e Joquinha já começou no Anglo Sorocaba
Tem treino acontecendo, equipe se organizando, aluno pesquisando, ensaio ganhando forma e muita gente pensando em como mobilizar a cidade. Se você passar pelo Anglo Sorocaba nas próximas semanas, provavelmente vai perceber que tem alguma coisa diferente no ar. É que setembro e outubro são meses de JOCA, Jocão e Joquinha. É que os Jogos Olímpicos do Colégio Anglo começam muito antes do primeiro apito. Veja a última edição Instagram
No Ensino Médio, a competição recebe o nome de Jocão. No Fundamental Anos Finais, é o JOCA; nos Anos Iniciais, o Joquinha. E os pequenos da Vila dos Ferinhas também têm sua própria versão, o Joquinha na Vila.
Antes de vestir a camiseta da equipe e entrar em quadra, os alunos têm uma missão importante: construir seus times. As equipes são formadas de maneira multisseriada, reunindo estudantes de diferentes anos. Assim, um grupo não é composto apenas por colegas da mesma turma ou da mesma série.
A proposta faz com que os estudantes precisem sair um pouco da própria “bolha” e aprender a trabalhar com pessoas de diferentes idades, perfis e habilidades. E isso exige organização, diálogo e colaboração.
Treino, dança e muitos desafios pela frente
E, claro, toda essa preparação também passa pelo esporte. Afinal, os Jogos Olímpicos do Colégio Anglo têm uma programação que reúne diferentes modalidades e permite que os alunos experimentem desafios variados.
Futsal, handebol, vôlei, atletismo, tênis de mesa, beach tennis, vôlei de areia, futmesa e pickleball estão entre as modalidades que movimentam os preparativos. No atletismo, por exemplo, entram provas como salto em distância e arremesso de peso.
Para além das competições, as equipes também precisam se preparar para as apresentações de dança e outras atividades que fazem parte da programação. É mais uma oportunidade para que talentos diferentes apareçam e para que os alunos descubram que uma equipe forte não é necessariamente aquela em que todos fazem a mesma coisa, mas aquela em que cada um encontra uma maneira de contribuir.
Tema envolve educação antirracista
Neste ano, os estudantes estão conhecendo e pesquisando povos originários do Brasil, dando continuidade ao trabalho de educação antirracista desenvolvido pela escola. Em uma edição anterior, a inspiração veio de diferentes povos e etnias africanas que foram forçadamente trazidos ao Brasil durante o processo de tráfico negreiro e escravização. O objetivo é ampliar conhecimentos sobre diferentes culturas e refletir sobre diversidade, identidade e respeito.
É uma característica que conversa com o trabalho desenvolvido pelo Anglo Sorocaba ao longo do ano. A educação antirracista e o respeito à diversidade fazem parte de uma formação que busca preparar os estudantes não apenas para os conteúdos acadêmicos, mas também para a convivência e para a participação consciente na sociedade.
Os alunos também começam a pensar em como transformar esse conhecimento em identidade para suas equipes. Afinal, ainda tem apresentação, dança, torcida e muita criatividade pela frente!
Solidariedade
Se formar uma equipe já exige trabalho coletivo, organizar a ação solidária leva essa experiência ainda mais longe.
Em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas), os alunos estão mobilizados para arrecadar produtos de higiene. Mas a proposta não é simplesmente pedir uma contribuição em casa. A ideia é fazer com que os estudantes se tornem agentes da campanha.
Por isso, eles estão buscando maneiras de mobilizar outras pessoas e instituições. Vale conversar com comerciantes, procurar clubes, apresentar a proposta, buscar doações e encontrar formas criativas de envolver a comunidade. É uma verdadeira força-tarefa que coloca os alunos em contato com diferentes pessoas e situações.
Os eventos esportivos também reforçam o compromisso do Anglo Sorocaba com uma educação conectada aos princípios de ESG, especialmente no aspecto social. O conceito, que envolve práticas ambientais, sociais e de governança, ganha significado no caso dos Jogos em que os alunos vivenciam a responsabilidade social enquanto participam de uma atividade que faz parte da rotina escolar.
“Na prática, eles aprendem que solidariedade também envolve iniciativa, comunicação, planejamento e responsabilidade. Uma equipe precisa se organizar, dividir tarefas e pensar em estratégias para alcançar o objetivo. Tudo isso antes mesmo de começar a disputa esportiva”, afirma a diretora geral, Carol Lyra.
Expectativa
Agora, com equipes formadas, treinos acontecendo e a mobilização solidária em andamento, a contagem regressiva já começou. E tudo indica que setembro e outubro serão meses para viver, na prática, tudo o que foi construído durante essa preparação.
Veja mais: Competições esportivas | Colégio Anglo Sorocaba e Esportes coletivos | Colégio Anglo Sorocaba
Foco infantil: como a atenção influencia o aprendizado
O foco é uma habilidade essencial para que a criança consiga acompanhar explicações, compreender orientações, organizar pensamentos, resolver atividades e concluir tarefas. Na infância, porém, a capacidade de manter a atenção ainda está em desenvolvimento e varia conforme a idade, o tipo de atividade e fatores como sono, rotina, ambiente, estado emocional e interesse pelo conteúdo.
Por isso, uma criança que se distrai com frequência não está necessariamente desinteressada ou sendo indisciplinada. Sons, movimentos, conversas, objetos e outros estímulos competem pela atenção, principalmente nas primeiras fases do desenvolvimento. Aos poucos, com o amadurecimento das funções executivas, ela passa a selecionar melhor o que é relevante, controlar impulsos e sustentar o esforço mental por períodos maiores.
Na escola, essa habilidade interfere diretamente na forma como as informações são recebidas e processadas. Quando a atenção se fragmenta repetidamente, a criança pode perder partes importantes de uma explicação, esquecer instruções ou ter dificuldade para acompanhar as etapas de uma atividade.
Foco não significa permanecer parado ou em silêncio
Uma das interpretações equivocadas sobre o foco infantil é associá-lo somente ao comportamento silencioso. A criança pode estar concentrada enquanto participa de uma experiência, manipula materiais, conversa sobre um problema, trabalha em grupo ou formula perguntas. O que importa é a qualidade da atenção dedicada à atividade.“É importante observar se a criança compreende o que está sendo proposto, consegue acompanhar a atividade e mantém envolvimento compatível com sua idade. Movimento ou participação não significam, por si só, falta de concentração”, explica Carol Lyra, diretora geral do Colégio Anglo Sorocaba, em Sorocaba (SP).
O foco também aparece em ações simples da rotina escolar, como organizar o material, esperar a vez durante uma atividade, acompanhar uma leitura, iniciar uma tarefa após uma orientação ou retomar o trabalho depois de uma interrupção.
Por que a atenção interfere na aprendizagem?
Para aprender, a criança precisa manter determinadas informações disponíveis por tempo suficiente para compreendê-las e relacioná-las a outros conhecimentos. Esse processo envolve atenção e memória de trabalho.
Em uma atividade de matemática, por exemplo, o aluno precisa compreender o enunciado, identificar as informações relevantes, escolher uma operação e acompanhar as etapas até chegar ao resultado. Na leitura, precisa manter a atenção nas palavras e conectar as ideias apresentadas ao longo do texto.
Quando ocorrem interrupções constantes, esse processo pode ficar comprometido. A criança pode precisar reler uma instrução várias vezes, esquecer o que deveria fazer ou cometer erros decorrentes da distração.
Já quando consegue sustentar o foco, tem melhores condições de compreender os objetivos da tarefa, identificar dúvidas, organizar as respostas e concluir a atividade.
Rotina, ambiente e instruções fazem diferença
A capacidade de concentração não depende somente da vontade do aluno. As condições oferecidas pelo ambiente também interferem.
Rotinas previsíveis ajudam a criança a entender a sequência do dia e o que se espera dela em cada momento. Da mesma forma, instruções claras e objetivas facilitam o direcionamento da atenção. Orientações muito longas ou apresentadas em muitas etapas ao mesmo tempo podem dificultar a compreensão, principalmente entre crianças menores.
Dividir atividades extensas em etapas também pode ajudar. Uma produção de texto, por exemplo, pode ser organizada em planejamento das ideias, primeira versão, revisão e finalização. Essa divisão reduz a quantidade de informações que precisam ser administradas simultaneamente e permite que a criança se concentre em uma tarefa de cada vez.
O ambiente físico também deve ser observado. Excesso de ruído, interrupções frequentes e muitos estímulos visuais podem prejudicar algumas crianças. Isso não significa que a escola precise funcionar em silêncio, mas que a organização do espaço pode contribuir para reduzir distrações desnecessárias.
Sono, emoções e telas também influenciam
O rendimento da atenção pode mudar de um dia para outro. Crianças cansadas, preocupadas, frustradas ou ansiosas podem ter maior dificuldade para acompanhar uma atividade.
O sono merece atenção especial. Dormir pouco ou ter descanso de baixa qualidade pode provocar irritabilidade, lentidão, desatenção e dificuldades de memória. Horários irregulares e o uso de telas próximo ao momento de dormir também podem interferir na qualidade do descanso.
O consumo de conteúdos digitais de rápida alternância é outro aspecto que precisa ser acompanhado. Vídeos curtos, jogos e aplicativos oferecem estímulos frequentes e imediatos. Quando usados em excesso, podem tornar atividades que exigem leitura prolongada, espera ou raciocínio sequencial menos atraentes para algumas crianças.
Isso não significa excluir a tecnologia da rotina. O mais importante é estabelecer equilíbrio, finalidade e acompanhamento adequado ao uso.
Família e escola devem observar padrões
Atividades comuns do cotidiano podem contribuir para o desenvolvimento do foco. Leitura, jogos de regras, quebra-cabeças, desenho, esportes, música, atividades manuais e pequenas responsabilidades domésticas exercitam habilidades como atenção, sequência, persistência e controle de impulsos.
Em casa, horários relativamente previsíveis para estudo, um ambiente com menos distrações e os materiais preparados antes de começar uma tarefa podem facilitar a concentração. O acompanhamento dos adultos também deve considerar a idade e a autonomia da criança.
Carol Lyra destaca que as expectativas precisam respeitar as diferenças individuais. “Nem todas as dificuldades de foco têm a mesma origem. Antes de interpretar a distração como falta de interesse, é necessário observar quando ela acontece, com que frequência e quais condições favorecem ou dificultam a participação da criança”, afirma a diretora.
Dificuldades frequentes para finalizar tarefas, esquecimento constante de orientações, dispersão intensa em diferentes situações, perda recorrente de materiais e queda no desempenho associada à desorganização são sinais que merecem acompanhamento mais próximo.
Esses comportamentos, isoladamente, não permitem tirar conclusões ou estabelecer diagnósticos. Quando são persistentes e interferem significativamente na aprendizagem e na rotina, família e escola podem compartilhar suas observações e avaliar a necessidade de orientação especializada.
O desenvolvimento do foco ocorre gradualmente. A atenção esperada de uma criança pequena é diferente daquela exigida de um estudante mais velho, e mesmo alunos da mesma idade podem apresentar ritmos distintos. Identificar essas diferenças ajuda os adultos a oferecer condições mais adequadas para que a criança consiga acompanhar as atividades, organizar seu comportamento e avançar na aprendizagem.
Para saber mais sobre o assunto, visite: https://institutoneurosaber.com.br/artigos/como-ajudar-a-crianca-a-se-concentrar/e https://www.socriancas.com.br/post/dificuldade-de-concentra%C3%A7%C3%A3o-na-escola-como-ajudar-seu-filho-a-focar-nos-estudos
Alunas protagonistas do Anglo Sorocaba conquistam novos caminhos
Maria Flor, Rafaela e Manuella são exemplos de alunas que transformam oportunidades em experiências e mostram como a iniciativa e o envolvimento podem abrir caminhos dentro e fora da escola. Enquanto uma se destaca em uma competição internacional, outra vive uma experiência de diplomacia na China e uma terceira encontra na literatura uma maneira de expressar sua voz e participar de uma publicação. Vamos contar o que essas alunas protagonistas do Anglo Sorocaba estão fazendo:
Maria Flor: da criação do INclub a uma competição internacional
Maria Flor Jorge Lorentz é finalista da John Locke Essay Competition, competição internacional que reúne estudantes de diferentes partes do mundo. Em seu trabalho, a aluna aborda um tema de grande relevância: a democracia na América Latina.
A conquista é resultado de uma trajetória que começou também dentro do ambiente escolar. Em 2025, Maria Flor fundou o INclub no colégio, iniciativa voltada às simulações diplomáticas e ao desenvolvimento de habilidades como argumentação, pensamento crítico, negociação e liderança.
A proposta envolveu outros estudantes e ganhou força. O projeto cresceu e recebeu um importante reconhecimento nacional: o INclub do Anglo Sorocaba foi consagrado como o melhor do Brasil. Veja o momento clicando aqui.
A estudante participou de experiências internacionais, incluindo uma no México representando o Anglo Sorocaba, além de Brasília, em que recebeu o reconhecimento de melhor documento da simulação. As experiências também estão relacionadas a modelos desenvolvidos em parceria com instituições internacionais, como Yale, aproximando os estudantes de discussões sobre relações internacionais e questões globais.
Vivências como essas representam oportunidades de desenvolver competências, ampliar referências e conhecer ambientes acadêmicos diferentes.
Rafaela: liderança e uma experiência na China
Se Maria Flor deu início ao INclub no Anglo Sorocaba, Rafaela Barros Walkinir representa a continuidade dessa iniciativa. A passagem da liderança para também marcou essa trajetória, veja neste post do Instagram.
A nova função é também parte de uma trajetória que vem sendo construída por meio das simulações diplomáticas. A participação na InterSorocaba, que classificou quatro alunos do Anglo para o MIB Final em Brasília em dezembro e garantiu, à estudante, a classificação para o WEMUN 2026, na China. Atualmente, Rafaela está no país vivendo essa experiência internacional, que reúne jovens para discutir questões globais e desenvolver competências relacionadas ao pensamento crítico, à liderança e à colaboração.
Em um encontro dessa dimensão, o conhecimento adquirido na escola encontra situações reais de interação com diferentes culturas e perspectivas. Confira mais sobre a participação de Rafaela na China.
Manuella: protagonismo também se escreve
Manuella, da 2ª série do Ensino Médio do Anglo Sorocaba, foi convidada a escrever o prefácio do livro Mulheres que Transformam, Vozes que Florescem, de Andrezza Tavares Paiva et al. (orgs.). O lançamento da obra teve um significado ainda mais especial porque, durante a cerimônia, foi relembrado um vídeo gravado pela estudante quando ela ainda estava no 5º ano. Naquela época, Manuella compartilhou o sonho de um dia transformar o Brasil.
Anos depois, vê-la participar da publicação de uma obra dedicada a histórias de mulheres e transformação cria uma conexão especial entre aquele sonho de infância e a jovem que ela está se tornando.
Ao escrever o prefácio, Manuella coloca sua voz em uma obra que dialoga com temas relevantes para a sociedade e assume a responsabilidade por contribuir com essa narrativa. Veja mais sobre a participação de Manuella no lançamento do livro.
Fique por dentro de alguns projetos
As histórias de Maria Flor, Rafaela e Manuella fazem parte de uma proposta mais ampla de formação. No Anglo Sorocaba, experiências nacionais e internacionais ajudam os estudantes a desenvolver habilidades que complementam os conteúdos trabalhados em sala.
O INclub é um desses projetos. Dedicado às simulações diplomáticas, ele proporciona contato com temas globais e estimula competências relacionadas à argumentação, negociação, liderança e pensamento crítico. Durante as simulações, os participantes assumem papéis de representantes de países ou organizações. Conheça mais sobre o INclub no Anglo Sorocaba. Esse link é o do início do INclub, já estava aqui ????
O Anglo tem parcerias internacionais, como mostra esta matéria Educação | Internacional | High School. Outra iniciativa interessante para os estudantes é o High School, que amplia a formação dos jovens e permite ao estudante conquistar uma dupla diplomação sem sair do Brasil. Veja mais nesta matéria: High school | Colégio Anglo Sorocaba
Incentivar formas de protagonismo
No Anglo Sorocaba, essa diversidade é parte da proposta de formação. Experiências nacionais e internacionais criam oportunidades para que os alunos coloquem diferentes competências em prática e descubram novas possibilidades.
“Não existe um único modelo de aluno protagonista. Cada jovem pode encontrar sua própria maneira de participar e contribuir. Alguns vão se identificar com debates e relações internacionais. Outros encontrarão seu espaço na escrita, na ciência, nas artes, nos esportes, na tecnologia ou em iniciativas sociais. O papel da escola é ajudar a abrir essas possibilidades”, explica a diretora-geral, Carol Lyra.
Para os colegas, acompanhar essas conquistas também pode ser inspirador. É assim que o estudante passa, pouco a pouco, a enxergar não apenas o que precisa aprender, mas também tudo o que pode fazer com aquilo que aprende.